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Distrito Sala
Detalhe Evento
FREI LUÍS DE SOUSA

FREI LUÍS DE SOUSA

Teatro & Arte | Teatro

Teatro Nacional D.MariaII

Sala Garrett
Classificação Etária
A classificar pela CCE
Bilhete Pago
A partir dos 3 anos
2019
mar
01
a
2019
abr
07

Próxima Sessão

02 mar 2019 19:00
Dias
Hrs
Min
Seg

Promotor

Teatro Nacional D. Maria II E.P.E.

Sinopse

Como pode um encenador alemão fugir ao Fausto de Goethe, ou um francês ao Tartufo do Moliére? Um encenador inglês consegue afirmar uma escrita cénica sem passar pelo Hamlet? Como pode um homem de teatro português desenvolver a sua poética de cena sem se ver confrontado com um momento-mor do que foi, e ainda é considerado um dos monumentos teatrais do romantismo e mesmo de todo o teatro escrito em Portugal?

O Frei Luís de Sousa é aquela estação de paragem obrigatória, que mais tarde ou mais cedo nos aparece no caminho, como a pedra do Drummond de Andrade, não há volta a dar; é uma afirmação de maturidade na arte do "pôr-em-cena, no entendimento do que é isto da "cena nas nossas latitudes meridionais europeias. Se a natureza do teatro em português é suscetível de especificidade, de caso particular, é em grande parte neste drama trágico ou nesta tragédia dramática do nosso Almeida Garrett.

As orquestras, para nos poderem espantar com as frases de Mahler ou Wagner ou Strauss, precisam de praticar Mozart e Haydn, precisam de oxigenar a variação com a referência, com a matriz. Algo de semelhante se passa aqui, nesta minha escolha (a desafio do meu amigo José Luís Ferreira) com o mais clássico dos nossos textos para teatro. Relido como drama, ou encenado como tragédia (o terror e a piedade estão lá como mecanismos de leitura, embora sem as canónicas unidades de ação, tempo e lugar, tal como as definiram os estafermos do passado), o Frei Luís de Sousa será então para mim um desafio formal de aceder ao que de informal tem o teatro: o acidente, a paixão, o impulso, a contingência líricatudo formatado no excesso romântico. Continuar a exercitar, através desta produção, uma medida para teatro que sempre foi nossa, que sempre nos serviu, não só na correspondência literária, mas sobretudo no imaginário: o pathos trágico, o eterno retorno, o nevoeiro e a bruma, a herança espiritual, a iconografia e a iconoclastia, o eterno fogo da danação, a frugalidade do belo, vocábulos góticos Como? Desequilibrando a ortodoxia dramatúrgica aqui e além, focar-lhe o lirismo, acentuar o anacronismo, confiar ou desconfiar da sua moral, darmo-nos a ler através deste legado.

Miguel Loureiro

Ficha Artística

com Álvaro Correia, Ângelo Torres, Carolina Amaral, João Grosso, Maria Duarte, Tónan Quito
cenografia André Guedes
desenho de luz Daniel Worm dAssumpção
figurinos José António Tenente
assistência de encenação Gonçalo Ferreira de Almeida
direção de produção José Luís Ferreira
um projeto Antunes Fidalgo Unipessoal
em coprodução com TNDM II

Preços

  • Plateia - 17€
  • 1º Balcão - 13€
  • 2º Balcão - 10€

Descontos

  • Desempregados
  • Dia do espectador
  • Jovens (até 30 anos)
  • Pessoas c/nec. especiais
  • Prof. do espetáculo
  • Seniores (+ 65 anos)

Transportes Públicos

Metro - Linha Azul (estação Restauradores) / Linha Verde (Rossio)
CP - Estação do Rossio
Autocarros/eléctricos Carris - Restauradores/Praça da Figueira

Estacionamento

Restauradores
Praça da Figueira

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